A CPI das Faculdades Irregulares ouviu, nesta quarta, representantes da Escola Superior de Relações Públicas, a Esurp. O nome da instituição foi usado para a oferta de cursos de extensão irregulares em Pernambuco e na Bahia. Os representantes da Esurp ouvidos foram o presidente Plínio Ribeiro e o diretor Getúlio Gondim. Eles contaram que a faculdade encerrou as atividades no Recife. Mas, devido à necessidade de desocupar a sede e preservar os arquivos da instituição, os documentos foram levados a Caruaru, no Agreste Central do Estado.

Relatório final da CPI está previsto para o mês de maio, de acordo com o presidente da Comissão Foto: Jarbas Araújo/Alepe
Em Caruaru, foi firmada uma parceria com o Ideb, uma das instituições investigadas pela CPI. Com o Ideb à frente da marca, teve início a oferta de cursos livres e de extensão sem autorização do Ministério da Educação. O responsável pelo Ideb, Daniel Caraúna, também foi ouvido pela CPI e confirmou a parceria e a oferta dos cursos.
Para o presidente da CPI, deputado Rodrigo Novaes, do PSD, a Esurp foi prejudicada na parceria. “É claro que isso será investigado a fundo, mas me parece à primeira vista que a Esurp, fazendo essa negociação, que não teve pelos depoimentos que nós recebemos nenhuma contrapartida pecuniária, que lucrasse com essa atividade, acabou caindo numa cilada e deixando que o Daniel Caraúna utilizasse a marca Esurp para poder ganhar dinheiro em todo o Estado.”
Novaes prevê que o relatório final da CPI das Faculdades Irregulares será divulgado em meados de maio. Até lá, a Comissão pretende dar continuidade às escutas de testemunhas e também promover audiência pública com a presença do Ministério da Educação e do Ministério Público Federal.
A CPI ouviu, ainda, nessa quarta, representantes da Universidade Salgado de Oliveira, a Universo, e do polo de Caruaru da Universidade Paulista, a Unip.
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